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22 de abril de 2020

quarentena

depois de passar os primeiros 40 dias da quarentena na casa dos meus pais, cuidando para que eles não se exponham ao virus, precisei voltar à Campinas onde moro para buscar uns livros, ferramentas e meu travesseiro fofinho.
todos estamos experimentando mais ou menos essa sensação estranha de que todo dia é domingo, mas aqui em barão geraldo esse sentimento é muito mais forte. O sentimento é realmente de como se voltar à uma vida que não existe mais. Sem bandejão, sem os estudantes da Unicamp, a cidade fantasma e silenciosa tem um peso - e ao mesmo tempo uma leveza- nesse brilhante ar de outono onde qualquer responsabilidade precisa de uma força herculea pra sair do modorrento pântano da procrastinação.
é dificil viver sem a perpectiva da festa junina

2 de dezembro de 2014

entre castelos

Domingao de sol, nada como dar um role de bike, nao eh mesmo?
22,5km entre Cardiff e Caerphilly (clique para ver o mapa). A imensa maioria do trajeto por ciclovias, de vez em quando anda-se pela rua mas quando isso ocorre eh num bairro residencial super tranquilo.






 Castel Coch:
















Caerphilly:

















 Voltando pra Cardiff:





25 de dezembro de 2011

o que é você?

O que você é?
o que você criou nesses vinte e cinco anos de vida?
você aprendeu lingüístíca? você aprendeu latim? você ficou mais amigo dos seus melhores amigos?
o que é você? um velho enrugado.
você não usou filtro solar como o Pedro Bial tinha recomendado...
Você não parou de fumar.... você não ajudou o seu pai a parar de fumar e continuar a fumar na frente dele, com sua pança gigantesca!
Os muleques filhos de um barrigudo continuaram sua sina: filtrar as maluquices do mundo.
Desde que nasceu és um marreco: nunca soube jogar truco nem futebol. Acha-se menos que os outros por causa disso.
Mesmo no dia de natal não conseguiu comparecer.
"ô evandrô, Côrno!"
-"família, você sabe, né"
"meu muleque é filha da puta"
lingüística, letras, arquitetura..............................................................
muitos pontos pra desbaratinar.... Jomam, Gadjarda,Esquerda, Rato, Clodéu,Jão (áh), Giácobo.
Yuri: minha mãe disse que "seu mau é sono"
quem que sabe
é natal

estou bêbado porque ficar sóbrio nunca é uma boa opção... tenho saudade de meus bons amigos e de minha namorada... tenho saudade dos sonhos que eu tinha antigamente... quem sabe um dia eu volte a botar energia neles.



25 de junho de 2010

concentração

Qual é o problema de não conseguir se concentrar em alguma coisa?
porque eu sofro tanto com isso? É um dever do homem contemporâneo de lutar contra a falta de concentração? Estou falando do velho problema de começar várias coisas e não terminar nada. Este post mesmo... posso querer começá-lo, como estou querendo agora.... e posso nem sequer concluí-lo: isso pode acontecer.
Se eu estou escrevendo isso é porque eu não estou escrevendo meu trabalho final de curso. E tem também um pseudo-projeto de mestrado que eu me comprometi a escrever mas que não tenho noção nenhuma do que se trata...
Voltando à idéia inicial: porque é um problema não conseguir se concentrar em uma tarefa? Tá eu sei, mas...
ah não to afim de terminar esse post

30 de agosto de 2009

O Santo Rebelde

Cabei de ver no Canal Brasil o altamente recomendado documentário Dom Hélder Câmara - O Santo Rebelde Direção de Erika Bauer. O filme conta a biografia deste eclesiasta que em sua época era, juntamente com o Pelé, um dos brasileiros mais conhecidos do mundo. Ele foi indicado a 4 Nobel da Paz em 70, 71, 72 e 73. Os três primeiros ele perdeu mesmo, mas o de 73 já tava no papo e ganha um doce quem descobrir porque ele não levou. Abaixo, deixo uma boa "meditação" de autoria do supracitado...

Loucura Sagrada - Dom Helder Câmara
"Sonhei que o Papa enlouquecia
E ele mesmo ateava fogo ao Vaticano
E à Basílica de São Pedro.
Loucura sagrada!
Porque Deus atiçava o fogo que os
Bombeiros, em vão, tentavam extinguir.
O Papa, louco, saia pelas ruas de Roma
Dizendo adeus aos embaixadores
Credenciados junto a ele
Jogando a Tiara ao tibre.
Espalhando pelos pobres, todos,
O dinheiro do banco do Vaticano.
Que vergonha para os cristãos!
Para que um Papa viva o Evangelho
Temos que imaginá-lo em plena loucura"

4 de maio de 2009

Aleatoriedade pensamêntica e mais um capítulo da novela monográfica

Hoje acordei com uma palavra na cabeça (isso é muito estranho, diga-se de passagem):
CREVASSE
Daí fui na wikipédia ver o que era. Crevasse é uma fenda de vááários metros de profundidade (tipo um abismo) no gelo/neve de uma alta montanha. Se estiver aberta, não é perigoso porque dá pra ver, agora se estiver com a boca coberta de neve e você pisar, meu caro amigo alpinista, você se fudeu...
Agora porque será q eu estava pensando nisso logo ao acordar? Que simbolismo pode ter isso? Será que é um símbolo de uma genitália feminina (uma fenda? - uahuha)???


Mudando de assunto:
Minha orientadora me botou na parede pra eu escolher um tema logo. Decidi pesquisar a regência dos verbos do português quinhentista. Pode ser legal, veremos.

30 de abril de 2009

Memórias amnésicas de uma micro-espeleologia gástrica recursiva ou Garganta profunda

- Oi tudo bem?
- Tudo bem, pode deitar aí nesta maca.
- O que tem nessa injeção aí?
- Dormitol, anota aí porque esse é bem calmante.
- Esse cano aí entra inteiro?
- Até o talo mas acho que vamos ter que buscar uma extensão pra você. Vira de lado e coloca isso aqui na boca, por favor.
Algumas mãos sobrevoam meu campo de visão e alguém deve ter tropeçado na minha tomada...


35 minutos depois, senti a sensação mais desesperadora da minha vida, algo que contando assim pode parecer trivial, mas não foi: por alguns segundos, eu não sabia onde estava nem O QUE eu era!
Só me lembro de alguns flashes conclusivos como:
"ah, eu devo estar no hospital" e "como eu vim parar nesta cadeira!?"
Depois do boot, me vi sentado numa cadeira ao lado de um velho senhor que estava no mesmo barco que eu. Trocamos algumas palavras que, por mais que eu tente, não consigo me lembrar (só me lembro da cara de espanto da enfermeira). Foi então que eu tomei o chá com bolachas mais delicioso da minha vida ;)

De repente estou dentro do carro comendo um salgado (e já estou na metade dele), e eu estou até agora acreditando que alguém me deu um control-x control-v.

Em casa depois do almoço, já se recuperando, comecei a sentir umas partes do corpo que até então nunca tinha sentido. Será isso que eles chamam no yoga de "consciência corporal"?

23 de janeiro de 2009

Lingüística

enfim 4º ano....

12 de maio de 2008

Boemia

Jesus tende piedade de nós, semana passada foi tão festiva que novamente os estudos ficaram em segundo plano.
Que isso não se repita,
Amém

5 de maio de 2008

Segunda Hindi

querido-diário:
A palestra da professora Deepa Gopinath foi realmente difícil, no começo eu não entendia nada do que ela tava falando e o sotaque indiano é realmente foda...
mas tudo correu nos conformes, principalmente porque eu falei muito pouco, deixei mais a Onça falar coitada, mas fazer o que ela tinha mais desenvoltura mesmo :B Enfim, o tempo naquele palco demorou pra passar mas já era: com direito até a citação do Gandhi (father of nation, segundo ela) no final:
'Think about the poorest man or woman you know. If it's going to make his or her life better, do it,'

Aula de estudos socioeconômicos foi muito boa (deu até pra fazer uma analogia entre tecnologias de poder, manutenção da ordem - idéias do foucault - com gramática normativa), mas no final da aula descobri que a Cristina pesquisa uns assuntos muito interessantes: Ruínas modernas, Poesia portuguesa, Fábricas antigas/abandonadas (inclui-se aqui a malha ferroviária, estações, garagens) - muito legal

Há mais o que dizer mas isto basta

3 de maio de 2008

Sexta-pós feriado

Nesta sexta-feira pós-1° de maio tudo o que eu estudei se resume à um texto sobre segregação urbana, de autoria de Edmond Préteceille. E isso ainda começou sóó de noite... O resto do feriado e da sexta fiquei me preocupando em ouvir sotaque indiano pois o Plínio me convocou para fazer uma tradução de uma palestra da indiana Deepa Gopinath, que pesquisa essas coisas de síntese de fala, ritmo e prosódia... Enfim, vamos ao filtro:

a construção social da segregação urbana: convergências e divergências - Edmond Préteceille in Espaço e Debates 45 - São Paulo 2004
Este texto fala basicamente de como é difícil comparar níveis de segregação urbana estudados all over the world nas cidades ditas globais - e que nos estudos desse tipo, existem muito mais divergências do que as aparentes convergências. O problema, na opinião dele, começa na definição de segregação em cada lugar. Por exemplo, no Brasil e na França a questão se pauta sobre as diferenças sócio-econômicas e a segregação urbana que surge a partir disso. Já nos EE.UU., os estudos visam analisar a segregação sobre uma ótica etno-racial. Dentro desta problemática existe ainda outras problemáticas como: Qual é a tal classificação socio-econômica utilizada nesses estudos? A mesma utilizada nos censos? E a classificação etno-racial? É a mesma coisa ser um preto pobre no Brasil e ser um preto pobre nos EUA?
Dito isso, Edmond parte pra discussão acerca dos recortes urbanos que são faitos para esses estudos. Ele chega à várias conclusões, mas a que convém citar é esta: "Da mesma forma que não existem categorias sociais mais pertinentes a priori, não há recorte espacial que se imponha a priori."(p 15).
Em seguida ele termina falando um pouco dos métodos estatíscos que são usados - o que eu achei muito subjetivo pra um método estatístico {talvez a subjetividade esteja na explicação dele e não no método em si} - e sobre a questão das políticas públicas no que diz respeito a essa questão, mas sobre isso não vou falar por que não entendi muito bem.

Mais há o que dizer mas isto basta.

28 de abril de 2008

Segunda à noite

Discurso indireto e imperfeito do indicativo em Francês
Le Discours Indirect:
Como amanhã temos prova de Francês, vejamos como funciona pra fazer discurso indireto. Primeiramente: Quando faz-se um discurso indireto normalmente{acho que na verdade SEMPRE} usa-se um "verbo de dizer"ou pensar ou saber. É só pensar bem: um D.I. é o tipo de frase como:
Eu não agüento mais ler o blog da Bruna >> Tomaz falou que não aguenta mais ler o blog da Bruna.
Acho que ninguém gosta mais de mim >> Diego pensa que niguém gosta mais dele.
Jean deu mesmo o fiantã? >> Jomam quer saber se o Jean deu a bunda mesmo.
CANSEI-ME DE MULHER!!! >> Sbó anunciou que se cansou de mulher.
Dito isto, vamos as regras:
1. Modification du temps verbal lorsque le verbe introduteur est au passé :

Présent>>Imparfait
Il m'a dit : "J'ai un problème" ! (Présent)
Il m'a dit qu'il avait un problème (Imparfait)

Elle m'a avoué: "Je suis amoureuse de lui" (Présent)
Elle m'a avoué qu' elle était amoureuse de lui (Imparfait)

Futur simple >> conditionnel simple
Au téléphone il a promis : "J'irai vous visiter" (futur)
Au téléphone il a promis qu'il viendrait nous visiter (conditionnel)

Passé composé >> Plus-que parfait
Elle m'a dit : "J'ai perdu mes clés" (passé composé)
Elle m'a dit qu'elle avait perdu ses clés (plus-que- parfait)

Ils nous ont dit : "Nous sommes partis en week-end" (passé composé)
Ils nous ont communiqué qu'ils étaient partis en week-end (plus-que-parfait)

2. Transformation des expressions de temps
Discours directDiscours rapporté
Avant-hierL'avant-veille
HierLa veille
Aujourd'huiCe jour-là
DemainLe lendemain
Après-demainLe surlendemain
Cette semaineCette semaine-là
La semaine
L'année
dernièreLa semaine
L'année
précédente
Le mois dernierLe mois précédent
La semaine
L'année
prochaineLa semaine
L'année
suivante
Le mois prochainLe mois suivant
Dans deux joursDeux jours plus tard

3. Modification des démonstratifs

cet enfant >> cet enfant-là

4.
Modification des pronoms
Il leur a demandé : "Vous serez là avec moi ?"
Il leur a demandé s'ils seraient là avec lui

Ils ont dit " Elle était toujours avec nous "
Ils ont dit qu'elle était toujours avec eux

Ils nous ont dit : " Hier, quand vous avez appelé nous étions au cinéma"
Ils nous ont dit que, la veille, quand nous avons appelé, ils étaient au cinéma.

Elle lui avait assuré : "J'irai te voir demain"
Elle lui avait assuré qu'elle irait le/l
a voir le lendemain

5. Question simple (réponse oui/non)
« Est-ce que le professeur est arrivé ? »
Elle a voulu s'avoir si le professeur était arrivé.

6. Imperatif
Impératif >> de + Infinitif
Ne sors pas par là!
Il lui a dit de ne pas sortir par là

7. Pronom objet
Que veux-tu ? Qu'est-ce que tu veux ?
Elle m'a demandé ce que je voulais.


L'Imperfait
nous Verbo menos ons + ais, ais, ait, ions, iez, aient

exemplos:
Avoir:
Nous av-ons elle av-ait
Parler:
Nous parl-ons je parl-ais

Habib Diário:
Na aula da arquitetura hoje, descobri que não era mesmo pra ler o texto inteiro do Foucault - só o cap. 3!!! Miércoles... enfim dia 19/05 ela vai dar um trabalho pra fazer em sala no dia 26.

Mais há o que dizer, mas depois eu digo.

Domingo de Abril

Foucault - Vigiar e Punir:
A professora de Estudos Socio-econômicos, Cristina Meneghelo, mandou a gente ler esse livro, não gostei de ler mas gostei do que li sentiu a diferença?. Achei o texto muito devagar e prolixo. Li só o começo do primeiro capítulo onde ele fala do suplício e o fichamento da Fernanda sobre o terceiro capítulo: O Panoptismo.
No primeiro capítulo, Foucault defende a idéia de que antes a punição era sobre o corpo (tortura) e de preferência em praça pública pra servir de exemplo, entretanto isso acabava por igualar a justiça aos assassinos. Com o passar dos an_s (séc XVIII - XIX) [ou sei lá o quê- com o aumento do sentimento de humanismo? sei lá, não entendi muito bem essa passagem, sei só que a crueldade foi diminuindo até chegar na guilhotina (que era mais instantânea)], a punição passou para a alma e nada mais desse negócio de expor os criminosos em praça pública. "O legal" agora era privar os caras da liberdade... isso & aquilo... e papo vai - papo vem, esse Foucault enrola pra caralhooo!
Sobre o panoptismo a coisa é fazer uma metáfora do prédio panóptico do cara lá, o Bentham, com a sociedade vigiada. A questão é que o prédio (um presídio) é de uma arquitetura tal que nunca os presos conseguem saber se estão sendo vigiados em dado momento ou não, o que cria certo receio. Ampliando este conceito para a sociedade, diria-se que o Estado "impõe às cidades todas o esquema de vigilância que visa a coagir as pessoas à ordem.(...) Ter a polícia circulando pelas ruas das cidades é justamente a idéia panóptica de nunca saber se o indivíduo é ou não observado naquele momento, inibindo todos os comportamentos diferentes dos estabelecidos." [palavras da Fer] Sacou?

Milton Santos - O Espaço do Cidadão
Mais um texto na conta da Cristina. Texto bom e legal apesar de não pegar algumas partes (literamente: a cópia veio faltando umas 10 páginas!). Esse assunto de cidadania sempre foi um pé-no-saco, mas é uma coisa muito importante, pricipalmente no Brasil, né. NÃO ADIANTA: falar em cidadania É, INEVITAVELMENTE, cair num lugar comum, numa encheção de saco, naquele mesmo nhém-nhém-nhém de sempre (você viu ali em cima né? "pricipalmente no Brasil, né" aí eu podia continuar a frase com: onde os políticos isso & aquilo, onde o povo não sabe exigir seus direitos, blah blah blah) Maaaaaaaaaaasssss apesar disso o texto é muito bom, e fala muitas coisas certas. A idéia principal é de que no Brasil não existem cidadãos e sim consumidores. Que o dinheiro (capacidade de comprar) que confere "uma certa cidadania" ainda que mutilada e igualada a idéia de consumo. Eu poderia tentar explicar melhor isso, mas já está dando a hora de ir...

Willian Hanks - Texto e Textualidade in qqr lugar que eu não sei
Esse é um texto que eu comecei a ler no domingo pra aula de Lingüística Textual, da Anna Bentes. Mas eu já tava com tanto sono que não entendi nada. Basicamente é aquela coisa de questionar/desconstruir característica da pós-modernidade. Ele
questiona essa coisa dos limites do texto, do status do texto, da centração do texto, da vocalização no texto (eu parei de ler aí pq já não tava entendendo mais nada e tava com sono). O que eu lembro assim pra explicar agora, sem olhar no texto nem no caderno é que essa coisa de centração nada mais é que "pregar", "enfiar" o contexto como sendo uma coisa dentro do texto e não considerá-lo como uma coisa extra.

Resumindo
estudei pouco por causa do novo guarda-roupa que a dona Luzia quis colocar no meu quarto, ou seja, fiquei arrumando as bagulhera o fds inteiro praticamente... é só.

Mais há que dizer mas isto basta.