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20 de dezembro de 2014

Francês para crionças

Dodo: naninha;
Tutut: chupeta;
Dudu: bichinho d p Lúcia;
Bobo: dodói

23 de julho de 2010

É tudo a mesma coisa (?)

Para identificar se um texto está em chinês, japonês ou coreano você pode se orientar pelas seguintes dicas.
a) Linearidade e traços.
A escrita chinesa tem muito mais traços em cada ideograma do que a escrita japonesa, isso se deve ao fato do idioma japonês possuir silabários, que são símbolos que representam sons de sílabas e, em geral, têm menos traços que os outros ideogramas que traduzem palavras.

Chinês:
我喜歡彎曲的,因為他是一個特殊的孩子對我們所有人。它的存在是必要的,所有的好去處。
Japonês:
彼は私たちのすべてに特別な男の子ですので、私は、曲がったが大好きです。その存在はすべての素敵な場所に必要です。

Traduzimos um mesmo texto para as duas línguas, com o auxílio do Google Tradutor. Perceba a presença de mais ideogramas no texto japonês do que no texto em chinês. Enquanto o japonês expressa algumas noções desmembradas em forma de sílabas (de maneira mais extensa), o chinês condensa tudo em ideogramas complexos e cheio de traços. O chinês serve-se de apenas um alfabeto com cerca de 47 mil caracteres (segundo o dicionário 康熙字典). Já o japonês serve-se além dos caracteres chineses, de dois silabários com um símbolo para cada síliaba possível no idioma. O coreano dispõe também de um silabário, porem, diferentemente do japonês, ele é composto por "pedaços" que definem cada sílaba.

coreano
그는 우리 모두에게 특별한 아이이기 때문에 나는 구부러진 사랑 해요. 그것의 존재는 모든 좋은 장소에 필요합니다.

b) Curvas e círculos.
O coreano, dos três, é o único sistema de escrita que conta com círculos propriamente ditos. Isto facilita muito na identificação. O japonês tem curvas bem servidas, porém nada de grandes círculos (na verdade existe sim um pequeno círculo, parecido com o nosso "grau" ° , que é colocado no canto superior direito de 5 sílabas). Chama atenção no japonês, as formas espiraladas dos hiragana. As curvas do chinês e do coreano são bem mais simples e mais comportadas que as japonesas, não ultrapassando um quarto de volta.

Se você não sabia a diferença entre estas 3 escritas agora você sabe. Não tem como errar mais. Deixo o desafio: qual é a língua do site nº1, nº2 e nº3 ?


6 de dezembro de 2009

Voz ativa e passiva: uma separação entre homem e mundo.


Lendo a transcendental tese de livre docência do matemático-filósofo-filólogo-letrista-clássico Mário Bruno Sproviero, que traduz e comenta os poemas de Laozi (o "fundador" do Taoísmo) passando por Hegel, Heidegger, Aristóteles etc, encontrei este trecho que desejo compartilhar com todos. O excerto busca as raízes das vozes verbais na história da relação homem x mundo, ou seja, mais um pouco do relativismo lingüístico do último post:
"Schöfer, num interessante livro sobre o pensamento mítico35, apresenta a análise da voz média nos verbos indo-europeus como uma chave interpretativa do pensamento mítico. Em nosso estágio, só temos a voz ativa e passiva sintéticas. Num estágio anterior tínhamos a voz ativa, a média e a passiva. Num estágio ainda anterior só tínhamos a voz ativa e a média. até aqui o material lingüístico permite constatar. Então Schöfer estabelece a hipótese que a forma inicial de expressão seria a voz média. Esta corresponderia ao estágio em que o homem não se distingue do mundo; a ausência da voz média, em nossa época, corresponde ao estágio em que a separação é total. Não temos então, segundo Schöfer, mais a possibilidade de exprimir a relação homem mundo. E o desaparecimento da voz média dá-se entre 500 e 400 a.C., justamente na época axial."

O conceito de "época axial" é de Jaspers34 e abarca o período entre 800 e 200 a.C., quando surge a escrita, a história, o pensamento abstrato adquire expressão e realização técnica. Quando as sociedades se urbanizam e se tornam mais complexas.

Laozi (pt) (en)

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35 WOLFGANG Von SCHÖFER - Was geht uns Nach an?. München/Basel, Ernst Reinhardt Verlag, 1968.
34 C. JASPERS - Vom Ursprung und Ziel der Geschichte. München, RPiper & Co Verlag.

SPROVIERO, M. B. . Laozi e a Reversão do Reino do Homem, 1996 (Tese de Livre-Docência) página 115.

Mais links ainda:
Sobre voz média (es) (fr)
YinYang (en)

21 de agosto de 2009

Localismo e Psicanálise

γνῶθι σεαυτόν

Existe uma teoria em lingüística funcional (corrente de estudos lingüística iniciada láaáá atrás por Jakobson [1] [2]) que se chama hipótese localista. Trata-se de dizer que as palavras que falamos eram primordialmente, "no início" referentes de um mundo local, físico- isto é: etiquetas, as palavras serviam para rotular um mundo palpável - e a partir daí passaram para abstrações por uma metáfora que dizia respeito ao tempo, e em seguida metáforas cada vez mais abstratas, sendo o terceiro nível abstracional identificável a "noção". Todas essas idéias vêm de Heine et alii (1991). O exemplo que li, referia-se à preposições. Segundo estes estudiosos funcionalistas, a preposição (super prototípica diga-se de passagem) EM pode ter o sentido de "localização no espaço" como na frase: O livro está na mesa; o sentido de "localização no tempo": Em fevereiro estarei lá; e o sentido "localização abstrata, ou noção": Em verdade vos digo. Para estes estudiosos, há uma relação hierárquica de abstração entre esses três sentidos. Melhor dizendo, começando pelo menos abstrato, há graus de abstração cada vez maiores: Localização física no espaço, depois Localização no tempo e por último uma localização abstrata.
Resumindo, citando Heine et alii (1991): "organizamos o espaço através da língua e (...) por um processo metafórico falamos do tempo com as mesmas categorias do espaço" e "podemos visualizar as coisas no espaço à nossa volta, mas o tempo não".
Se as palavras forem espacialmente motivadas, seria nossa personalidade, psique (me desculpem, eu não entendo nada de psicologia e afins) também fisicamente motivadas? Quero dizer: Será que eu sou desse jeito devido a uma característica física minha, por exemplo ser alto ou baixo, magro ou gordo, etc ?

Imagem retirada daqui