25 de dezembro de 2011

o que é você?

O que você é?
o que você criou nesses vinte e cinco anos de vida?
você aprendeu lingüístíca? você aprendeu latim? você ficou mais amigo dos seus melhores amigos?
o que é você? um velho enrugado.
você não usou filtro solar como o Pedro Bial tinha recomendado...
Você não parou de fumar.... você não ajudou o seu pai a parar de fumar e continuar a fumar na frente dele, com sua pança gigantesca!
Os muleques filhos de um barrigudo continuaram sua sina: filtrar as maluquices do mundo.
Desde que nasceu és um marreco: nunca soube jogar truco nem futebol. Acha-se menos que os outros por causa disso.
Mesmo no dia de natal não conseguiu comparecer.
"ô evandrô, Côrno!"
-"família, você sabe, né"
"meu muleque é filha da puta"
lingüística, letras, arquitetura..............................................................
muitos pontos pra desbaratinar.... Jomam, Gadjarda,Esquerda, Rato, Clodéu,Jão (áh), Giácobo.
Yuri: minha mãe disse que "seu mau é sono"
quem que sabe
é natal

estou bêbado porque ficar sóbrio nunca é uma boa opção... tenho saudade de meus bons amigos e de minha namorada... tenho saudade dos sonhos que eu tinha antigamente... quem sabe um dia eu volte a botar energia neles.



4 de agosto de 2010

Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar

Autor: Guaicaipuro Cautémoc

Eu, índio Guaicaipuro Cautémoc, descendente dos que povoaram a américa há 40 mil anos, vim aqui encontrar os que nos encontraram há apenas 500 anos.
O irmão advogado europeu me explica que aqui toda dívida deve ser paga, ainda que para isso se tenha que vender seres humanos ou países inteiros.
Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar. Consta no arquivo das índias ocidentais que entre os anos de 1503 e 1660, chegaram à europa 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata vindos da minha terra!... Teria sido um saque? Não acredito. Seria pensar que os irmãos cristãos faltaram a seu sétimo mandamento.
Genocídio?... Não. Eu jamais pensaria que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão.
Espoliação?... Seria o mesmo que dizer que o capitalismo deslanchou graças à inundação da Europa pelos metais preciosos arrancados de minha terra!
Vamos considerar que esse ouro e essa prata foram o primeiro de muitos empréstimos amigáveis que fizemos à Europa. Achar que não foi isso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que me daria o direito de exigir a devolução dos metais e a cobrar indenização por danos e perdas.
Prefiro crer que nós, índios, fizemos um empréstimo a vocês, europeus.
Ao comemorar o quinto centenário desse empréstimo, nos perguntamos se vocês usaram racional e responsavelmente os fundos que lhes adiantamos.
Lamentamos dizer que não.
Vocês delapidaram esse dinheiro em armadas invencíveis, terceiros Reichs e outras formas de extermínio mútuo e acabaram ocupados pelas tropas da OTAN.
Vocês foram incapazes de acabar com o capital e deixar de depender das matérias primas e da energia barata que arrancam do terceiro mundo.
Esse quadro deplorável corrobora a afirmação de Milton Friedmann, segundo o qual uma economia não pode depender de subsídios.
Por isso, meus senhores da Europa, eu, Guaicaipuro Cautémoc, me sinto obrigado a cobrar o empréstimo que tão generosamente lhes concedemos há 500 anos. E os juros, e para seu próprio bem.
Não, não vamos cobrar de vocês as taxas de 20 a 30 por cento de juros que vocês impõem ao terceiro mundo.
Queremos apenas a devolução dos metais preciosos, mais 10 por cento sobre 500 anos.
Lamento dizer, mas a dívida européia para conosco, índios, pesa mais que o planeta Terra!... E vejam que calculamos isso em ouro e prata. Não consideramos o sangue derramado de nossos ancestrais!
Sei que vocês não têm esse dinheiro, porque não souberam gerar riquezas com nosso generoso empréstimo.
Mas há sempre uma saída: entreguem-nos a europa inteira, como primeira prestação de sua dívida histórica.

Sobre o autor:
Guaicaipuro Cautémoc é um líder indígena mexicano que ficou famoso com esse discurso durante uma reunião dos chefes de Estado da União Européia.

Chupado daqui via @lodolla

23 de julho de 2010

É tudo a mesma coisa (?)

Para identificar se um texto está em chinês, japonês ou coreano você pode se orientar pelas seguintes dicas.
a) Linearidade e traços.
A escrita chinesa tem muito mais traços em cada ideograma do que a escrita japonesa, isso se deve ao fato do idioma japonês possuir silabários, que são símbolos que representam sons de sílabas e, em geral, têm menos traços que os outros ideogramas que traduzem palavras.

Chinês:
我喜歡彎曲的,因為他是一個特殊的孩子對我們所有人。它的存在是必要的,所有的好去處。
Japonês:
彼は私たちのすべてに特別な男の子ですので、私は、曲がったが大好きです。その存在はすべての素敵な場所に必要です。

Traduzimos um mesmo texto para as duas línguas, com o auxílio do Google Tradutor. Perceba a presença de mais ideogramas no texto japonês do que no texto em chinês. Enquanto o japonês expressa algumas noções desmembradas em forma de sílabas (de maneira mais extensa), o chinês condensa tudo em ideogramas complexos e cheio de traços. O chinês serve-se de apenas um alfabeto com cerca de 47 mil caracteres (segundo o dicionário 康熙字典). Já o japonês serve-se além dos caracteres chineses, de dois silabários com um símbolo para cada síliaba possível no idioma. O coreano dispõe também de um silabário, porem, diferentemente do japonês, ele é composto por "pedaços" que definem cada sílaba.

coreano
그는 우리 모두에게 특별한 아이이기 때문에 나는 구부러진 사랑 해요. 그것의 존재는 모든 좋은 장소에 필요합니다.

b) Curvas e círculos.
O coreano, dos três, é o único sistema de escrita que conta com círculos propriamente ditos. Isto facilita muito na identificação. O japonês tem curvas bem servidas, porém nada de grandes círculos (na verdade existe sim um pequeno círculo, parecido com o nosso "grau" ° , que é colocado no canto superior direito de 5 sílabas). Chama atenção no japonês, as formas espiraladas dos hiragana. As curvas do chinês e do coreano são bem mais simples e mais comportadas que as japonesas, não ultrapassando um quarto de volta.

Se você não sabia a diferença entre estas 3 escritas agora você sabe. Não tem como errar mais. Deixo o desafio: qual é a língua do site nº1, nº2 e nº3 ?


26 de junho de 2010

grafitto omnibus

se seu filho tivesse tido direito à educação
nem josé serra nem paulo maluf ganhariam eleição
ninguém ia querer se drogar assistindo televisão
nem eu precisaria estar escrevendo essa pixação
mas eu aceito esse risco, pelo bem da nação!



25 de junho de 2010

concentração

Qual é o problema de não conseguir se concentrar em alguma coisa?
porque eu sofro tanto com isso? É um dever do homem contemporâneo de lutar contra a falta de concentração? Estou falando do velho problema de começar várias coisas e não terminar nada. Este post mesmo... posso querer começá-lo, como estou querendo agora.... e posso nem sequer concluí-lo: isso pode acontecer.
Se eu estou escrevendo isso é porque eu não estou escrevendo meu trabalho final de curso. E tem também um pseudo-projeto de mestrado que eu me comprometi a escrever mas que não tenho noção nenhuma do que se trata...
Voltando à idéia inicial: porque é um problema não conseguir se concentrar em uma tarefa? Tá eu sei, mas...
ah não to afim de terminar esse post

6 de abril de 2010

USP, quousque tandem?

USP, até quando para tão poucos?

DANTE PEIXOTO, JOANA SALÉM e PAULO TAUYR


Até quando teremos esse descaso com as políticas de permanência estudantil?
Até quando o diálogo será apenas um discurso?



DESDE QUE foi fundada, a USP sempre fechou suas portas para a ampla maioria da população. Isso devido não apenas ao excludente processo do vestibular e à insuficiência no número de vagas oferecidas mas também ao descaso com a necessidade de permanência do estudante na universidade, fazendo com que muitos estudantes carentes não consigam nela permanecer após serem aprovados no processo seletivo.
As políticas de permanência estudantil são necessárias para tornar efetiva a gratuidade do ensino público, garantida pela Constituição. São elas que asseguram que aqueles que não têm condições de se manter por recursos próprios tenham uma rede de apoio (moradia, alimentação, transporte) propiciada pela universidade.
Portanto, longe de ser privilégio ou benefício concedido "por caridade" pela universidade, a existência de políticas de permanência estudantil é um direito que faz com que o direito à educação se torne efetivo e concreto, e não um privilégio de poucos.
A USP tem um orçamento de aproximadamente R$ 3 bilhões, dos quais destina à permanência estudantil menos de 3%. Em 2010, o valor global destinado às políticas de permanência cresceu de R$ 85 milhões para R$ 87 milhões, entretanto o montante distribuído de acordo com critérios socioeconômicos diminuiu de R$ 38 milhões para R$ 31 milhões, o que representa cerca de 1% do orçamento da USP. A permanência estudantil, portanto, não é uma prioridade para a administração da universidade. Além disso, há distorção nos critérios.
Nos últimos anos, a Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), ligada à reitoria, passou a utilizar critérios acadêmicos para a seleção dos alunos para as bolsas. É um contrassenso: o aluno de baixa renda que ainda não acessou o direito à assistência pode, compreensivelmente, apresentar menor desempenho acadêmico por conta de condições adversas que justamente o fazem buscar o direito.
A Reitoria da USP, desde 2006, vem propagandeando sua política de inclusão social, chamada Inclusp. Contudo, é uma política tímida, que visa aumentar de 26% para 30% o número de alunos provenientes de escolas públicas ingressos na USP.
Só em São Paulo, os estudantes da escola pública representam 82% do alunado, contra 18% da escola privada. Há uma inversão no acesso à universidade sustentada pela exclusão social estruturante do projeto histórico da USP, que, apesar de pública, é controlada pelos mesmos grupos de poder há décadas. Do contrário, de onde vem a extrema dificuldade da USP para se democratizar? E, sobretudo, até quando será assim?
Essas críticas e propostas têm sido apresentadas pelos estudantes ano a ano e solenemente ignoradas pelos reitores. Dito isso, chegamos, então, à atual situação levantada pelo reitor João Grandino Rodas ("USP, "quousque tandem'?", "Tendências/Debates", 28/3): os estudantes do Conjunto Residencial da USP que ocupam a sede da Coseas.
Tal situação se deu porque os estudantes não viram outra alternativa. Além da patente insuficiência e distorção das atuais políticas, a Coseas tem se mostrado ausente no diálogo, e existem relatos de invasões de privacidade por parte do órgão, com controle de reuniões e assembleias. Além disso, os estudantes, maiores interessados, devem ter acesso aos critérios de seleção das bolsas e participar, com professores, administradores e assistentes sociais, da formulação desses critérios.
Por fim, não podemos deixar de pontuar nossa discordância com as insinuações do reitor, que desprestigia e chama de minoritários os movimentos que a comunidade universitária desenvolveu ao longo das últimas décadas.
São esses movimentos os principais responsáveis pela manutenção da qualidade que a USP ainda tem hoje, pois eles lutaram por ampliação dos recursos, autonomia financeira, contratação de professores, ampliação das vagas e ampliação das políticas de permanência e resistem aos que querem colocar a USP a serviço dos interesses eleitorais do governo estadual.
Assim, restam as perguntas que não calam: até quando teremos esse descaso com as políticas de permanência estudantil? Até quando o diálogo será apenas um discurso? Até quando, USP, será de tão poucos e para tão poucos?

DANTE PEIXOTO, 23, estudante de engenharia ambiental da USP, JOANA SALÉM, 23, estudante de história da USP, e PAULO TAUYR, 28, estudante de pós-graduação em arquitetura da USP, são membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP.

18 de março de 2010

Monografia: escrevendo solo

"Credo que absurdum!"
Acredito porque é absurdo
Tortuliano

DEDICADÓRIA: esta monografia é dedicada a todo o estado de São Paulo que por meio do qual tem que pagar o que apronta: José Serra - é pra você.

NORMAS: esta monografia está escrita em português brasileiro, da esquerda pra direita de cima pra baixo, nas normas ABN-Torto. Seguimos a Ortografia anterior à essa daí, por acreditar mais na expressividade da mesma. As regras de coesão textual seguidas foram aprendidas no livro Coesão Textual INGEDORE GRUNFELD VILLACA KOCH

A DITA
Então, vou apresentar-lis minha monografia para esta banca, que bota uma banca, de pessoas assim, que eu tipo assim, considero muito, e foram meus professores e amigos que alguns incrusivio eu tenho addicionado no orkut e facebook e sigo até no twitter se for caso pra tiver que puxar o saco pra conseguir alguma bolsa ou algum fomento. Pra não tiver que passar fome fasso até de tudo neste momento, mestrado também.
Minha monografia, do latim¹ "escrevendo solo", se trata de falar uma monte de asneira de qualidades diversas incrusivio falar sobre teatro até: coisa que não entendo nada. Teatro em si todo mundo sabe o que é, mas gramaticalização é que é o foda. Eu ia por uma nota de rodapé mas vai aqui mesmo: Gramaticalização é quando uma palavrinha vai de lá pra cá (dos rótulos pras engrenagens). Também é conhecida como câncer lingüísco e é por causa dela que se agente ressucitasse um romano ele não ia entender nada. Zuera. Então, rola pra cacete esse felômeno lngüissico, várias vezes até, e é por isso que tem jente estudando isso, eu sou um deles, você não. Por isso ainda que eu ecrevo a monografia - que como todo texto, como disse um amigo, dos Acadêmicos da Semiótica - é uma telepatia. Outro brother meu, perguntou se eu tenho alguma coisa pra beber. Mas o que isso afinal tem a ver com monografia. Na verdade você tem que escolher entre ter amigos e ter uma carreira de sucesso na academia. Não sei bem como é, mas tem gente que sabe fazer os dois juntos: eu não sei. "Sei" em latim é cognoui parente do grego gnothi, pela união dos seus poderes e devida à intensa globalização da época antiga, foi atravessar o canal da mancha a nado e virou know em inglês. Isso todo mundo cognouerunt. Difícil mesmo é conjugar. E declinar então? Dá uma declinadinha! Agora para efeito de encher enxer lingüística vamos enfiar aqui uma tabela com todas as palavras em latim que eu lembrar de cabeça valendo agora!
aula - panela
auri - de ouro
plena - cheia
seruus - escravo
serua - escrava
tibicina - flautista
coquus - cozinheiro
fur -ladrão
magister - professor (lit. o maior)
templi - do templo
cachacis - mussum




NOTAS DE RODAPÉ
¹Chamamos de latim uma lingua - ou várias: a controvérsias - que se era falada nas antigüidade dentre em breve não falou-se mais. Ao contrário: calou-se. Foi falada por muitas eras, mas principalmente na era de peixes. O que acontece é que era uma lingua que as pessoas de hoje em dia adoram ela e a estimam muito, ao ponto de estudala a exaustão, mesmo sabendo que desse mato não sai cachorro. "Canem non habes cum cato capis" Quem não tem cão caça com gato, já dizia César. E até Brutus. Voltando ao latim rola a seguinte parada: parou, mas continua. Tá sendo o que é e sempre foi e sempre será, só não percebe quem não quer. Nada a ver com cachorro, Rex é rei (no nominativo²)
² Nominativo é uma puta parada chata que se consiste de pegar o sujeito e botar no nominativo. Chamamos nominativo tudo que será sujeito uns 1500 anos depois.

BIBLIOGRAFIA
A bíblia sagrada - Edição da Família
Reading Latin - Edição Xerocada