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26 de junho de 2010

grafitto omnibus

se seu filho tivesse tido direito à educação
nem josé serra nem paulo maluf ganhariam eleição
ninguém ia querer se drogar assistindo televisão
nem eu precisaria estar escrevendo essa pixação
mas eu aceito esse risco, pelo bem da nação!



17 de outubro de 2009

Pink Floyd, Sapir-Whorf e o Arco-Íris




Existe na lingüística uma famosa frase-feita chamada de hipótese Sapir-Whorf ou "relativismo lingüístico" que diz, basicamente, que o que você entende/enxerga/percebe/pensa do mundo depende de como a sua língua categoriza/divide/entende o mundo. Encontrei um exemplo legal que - pra variar - fala sobre cores:


"Em 1973, o grupo de rock britânico Pink Floyd gravou um dos discos mais célebres da sua longa carreira, intitulado The dark side of the moon. A capa [imagem abaixo] mostrava, contra um fundo negro, um raio de luz branca que vinha do lado esquerdo, atravessava, no centro do quadro, num prisma e saía decomposto, à direita, nas cores do arco-íris. Entre nós, brasileiros, só quem deteve um pouco o olhar se deu conta de que o espectro à direita do prisma compreendia seis cores, em vez das sete que esperaríamos. A razão muito simples para isso é que, em inglês, o arco-íris de fato só conta com seis cores: na região superior do espectro, onde temos em português o roxo e o anilado, a língua inglesa junta tudo em um só purple. Na língua bassa, falada na Libéria, o mesmo conjunto do arco-íris se divide em não mais que duas faixas, uma compreendendo o que conhecemos como cores 'frias' e outra, as cores 'quentes'. Ninguém imaginaria tratar-se de diferenças nos fenômenos naturais observados, nem tampouco na acuidade visual de uns e outros povos. A estruturação do mundo em classes, ou seja, a maneira de ver é que varia, de uma cultura para outra, sem que se possa apontar quem é que está com a razão nesta história."[1]

Pink Floyd - Dark Side of the Moon
Uma loucura, não?


[1] Antonio Pietroforte - Semântica Lexical in FIORIN, J.L. (org.) Introdução à lingüística II: princípios e análise. São Paulo: Contexto, 2003.

Imagens daqui, daqui, daqui e daqui.

Um desenho

























muito bela
Achei esta imagem aqui: http://transfuse.deviantart.com/

3 de setembro de 2009

Declaração Pirata
Capitão Bellamy

DANIEL DEFOE, escrevendo sob o pseudônimo de capitão Charles Johnson, escreveu o que se tornou o primeiro texto histórico sobre os piratas, A General History of the Robberies and Murders of the MosNotorious Pirates (Uma História Geral dos Roubos e Assassinatos dos Maist Notórios Piratas). De acordo com Jolly Roger (a bandeira pirata), de Patrick Pringie, o recrutamento de piratas era mais efetivo entre os desempregados, fugitivos e criminosos desterrados. O alto-mar contribuiu para um instantâneo nivelamento das desigualdades de classe. Defoe relata que um pirata chamado capitão Bellamy fez este discurso para o capitão de um navio mercante que ele tomou como refém. O capitão tinha acabado de recusar um convite para se juntar aos piratas: Sinto muito que eles não vão deixar você ter sua chalupa de volta, pois eu desaprovo fazer mesquinharia com qualquer um, quando não é para minha vantagem. Dane-se a chalupa, nós vamos naufragá-la e ela poderia ser de uso para você. Embora você seja um cachorrinho servil, e assim são todos aqueles que se submetem a ser governados por leis que os
homens ricos fazem para sua própria segurança; pois os covardes não têm coragem nem para defender eles mesmos o que conseguiram por vilania; mas danem-se todos vocês: danem-se eles, um monte de patifes astutos e vocês, que os servem, um bando de corações de galinha cabeças ocas. Eles nos difamam, os canalhas, quando há apenas esta diferença: eles roubam os
pobres sob a cobertura da lei, sem dúvida, e nós roubamos os ricos sob a proteção de nossa própria coragem. Não é melhor tornar-se então um de nós, em vez de rastejar atrás desses vilões por emprego? Quando o capitão replicou que a sua consciência não o deixaria romper com as regras de Deus e dos homens, o pirata Bellamy continuou: Você é um patife de consciência diabólica, eu sou um príncipe livre e tenho autoridade suficiente para levantar guerra contra o mundo todo, como quem tem uma centena de navios no mar e um exército de 100 mil homens no campo; e isto a minha consciência me diz: não há conversa com tais cães chorões, que deixam os superiores chutá-los pelo convés a seu bel prazer.


Hakim Bey

11 de agosto de 2009

O cachorro Osvaldo

Hoje andava pelas ruas do Cambuí, em Campinas quando um cachorro veio latir em cima de mim. Ele me acompanhou por dois quarteirões latindo insistentemente. Um rapaz interviu: "ele não morde não". Continuei andando, não estava com medo, afinal não se pode ter medo de cães. Mesmo assim fiquei impressionado com essa atitude tão hostil de "Osvaldo". É. O cachorro se chamava Osvaldo! Belo nome. Pareceu-me - assim que soube seu nome através de uma criancinha que acompanhava saltitante o cachorro - pareceu-me então, fazer todo sentido ele ter esse nome. É o nome do meu pai!

10 de julho de 2009

Um começo de filme

Então pensamos aqui na rep um começo de filme de ação. Ou não necessariamente de ação.
O cara acorda vai no banheiro, ao lado da pia tem um 38 do qual ele gira o barril que tem apenas uma bala. Como faz todos dia, ele aponta o revólver para a cabeça e puxa o gatilho, cléck. Sim, apenas cléck.
ao que o personagem olha pro espelho e diz:
O dia hoje vai ser bom

30 de maio de 2009

O Chifre da Julieta

Romeu veio passar o carnaval no Brasil e deixou a Julieta lá na Europa. Aqui, ele conheceu uma mulata sensacional, daquelas que a gente chama de tipicamente nacional. Mas no carnaval ninguém é de ninguém, então, o gringo se empolgou e traçou a morenassa! Escreveu, não leu - Romeu comeu! Julieta nunca soube do chifre que levara, e talvez Romeu não tenha contado sobre seu caso tropicaliente nem pro seu próprio terapeuta, Shakespeare. A literatura mundial nunca soube desta história e os documentos se perderam. O que nos resta hoje em dia desta aventura extra-conjugal do nosso heroi, é este quitute vos ensinarei: O chifre da Julieta, que é mais que uma Receita, é uma PEÇA! Um delicioso docinho com o amargo sabor da traição.
É preciso lembrar que com esta receita cria-se um c
onceito, e não apenas um mero quitute. O Chifre da Julieta tem diversas aplicações também como recheio de sanduíche, espeto de churrasco, foundue, cheesecake, etc... Crie! Invente! Se informe!

E L E N C O :

___Algumas fatias de queijo Fresco ou queijo Branco (conhecido em algumas regiões como queijo Minas);








___brigadeiro. Ou seja:
___1 lata ou caixinha de leite condensado ;
___4 colheres de achocolatado em pó;
___1 colher de margarina;

___1 xáblablau de creme de leite; (essa é a tática, a manha)


MODO DE FAZER:

Para cornear a pobre iludida e apaixonada Julieta é muito simples, a primeira coisa a fazer é um brigadeiro ( que fará o papel da morena) com o leite condensado, o achocolatado, a margarina e o segredinho: o creme de leite
- a manha de colocar creme de leite no brigadeiro é que com este ingrediente a mais o brigadeiro fica menos "pegajoso", menos grudento. Se você for tentar passar brigadeiro normal (sem o creme de leite) em alguma superfície alimentícia não muito firme (um pão de forma, um queijo minas, um bolo) esta see depedaçará ;)
Se você não sabe fazer um brigadeiro, pelo amor de deus hein, já tá na hora de aprender, o que você ficou fazendo até hoje? se informa! misture tudo numa panela e mexa SEMPRE (sempre MESMO) em fogo baixo. Pronto, deixe a morena esfriar.
Feito isso é a vez do queijo fresco (que fará o papel
do Romeu) corte em fatias com o formato que lhe vier na cabeça. Pode inventar, você vai ter tempo até o brigadeiro esfriar...
Depois de tudo muito bem ensaiado, e hora do gran-finale: passe uma camada de brigadeiro em cada fatia de queijo. Coloque os "casais" em uma travessa e sirva!
Experimente também o chifre da Julieta como recheio de pão, variando nos atores. Por exemplo requeijão interpreta muito bem o papel de Romeu e a Nutella® manda bem na interpretação da Morena!

"É isso aí. A vida é diversão. Divirtam-se"


"Mais há o que dizer, mas iſto baſta."
Evandro Torto

Também publiquei esta receita no site do meu mestre Paulo Tiefenthaler (Larica Total) no qual me inspirei fortemente para a elaboração da mesma.

3 de maio de 2009

sobre criatividade

quem tem e faz bom uso - impressiona
quem tem e não faz bom uso - decepciona
quem não tem e queria ter - admira
quem não tem e não queria ter - se contenta com pouco

eu sou do 3º tipo