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22 de abril de 2020

quarentena

depois de passar os primeiros 40 dias da quarentena na casa dos meus pais, cuidando para que eles não se exponham ao virus, precisei voltar à Campinas onde moro para buscar uns livros, ferramentas e meu travesseiro fofinho.
todos estamos experimentando mais ou menos essa sensação estranha de que todo dia é domingo, mas aqui em barão geraldo esse sentimento é muito mais forte. O sentimento é realmente de como se voltar à uma vida que não existe mais. Sem bandejão, sem os estudantes da Unicamp, a cidade fantasma e silenciosa tem um peso - e ao mesmo tempo uma leveza- nesse brilhante ar de outono onde qualquer responsabilidade precisa de uma força herculea pra sair do modorrento pântano da procrastinação.
é dificil viver sem a perpectiva da festa junina

18 de agosto de 2017

recorte de jornal do futuro

18 de agosto de 2047, São Paulo.
Hoje faz um ano que a excêntrica artista visual e performer Olga Sandrini Mosqueira, de 30 anos, teve implantado no céu da boca um clitóris artificial.
O órgão foi desenvolvido em laboratório a partir de amostras de células-tronco da própria artista e depois, implantado no palato e ligado diretamente ao cérebro por meio de nanocondutores através do interior do nariz. "A recuperação foi muito dolorosa, eu emagreci 10 quilos porque durante um mês só podia tomar sopa" revela a artista que hoje já recuperou seu peso, pois "comer se tornou muito mais prazeroso".
As refeições ficaram mais demoradas e agora Olga ampliou suas escolhas alimentícias para "comidas com uma textura interessante". No dia-a-dia, a artista aproveita de diversas outras maneiras sua nova configuração: "estou sempre passando a língua, não importa onde estou. Mas às vezes tenho problemas pra pronnnnnunnnnnciar algumas consoantes".

22 de maio de 2015

Projeto megalomaníaco para a fazenda argentina - UNICAMP


Projeto megalomaníaco de extensão para utilização do terreno adquirido pela Unicamp - Fazenda argentina.
Ou projeto do reitor comunista GR Nº1

O projeto tem caráter humanista, baseia-se na agricultura familiar e na economia solidária. Pensando práticas que visem o futuro sustentável que possam ser replicadas. Não necessariamente todas juntas.

Idéias chave: assentamento-modelo(reforma agrária?), assentamento-escola, implantação urbana-modelo, mobilidade-modelo, agricultura urbana, habitação de interesse social (pode ser também uma moradia estudantil? de funcionários?),  produção de alimentos orgânicos para abastecimento local (quão local?).

Todas as unidades de ensino estariam envolvidas realizando pesquisa de caráter prático e extensionista: Engenharia agrícola, Ciências sociais, Economia, Educação, Arquitetura e urbanismo, Comunicação social, Artes, Engenharia de alimentos, Nutrição, Medicina, Biologia, Química (mas sem agrotóxico, kkk), Educação física e Ciências do esporte.

11 de janeiro de 2015

TV lusa

De cada 10 Comerciais na TV portuguesa,  11 são de remédios

2 de dezembro de 2014

entre castelos

Domingao de sol, nada como dar um role de bike, nao eh mesmo?
22,5km entre Cardiff e Caerphilly (clique para ver o mapa). A imensa maioria do trajeto por ciclovias, de vez em quando anda-se pela rua mas quando isso ocorre eh num bairro residencial super tranquilo.






 Castel Coch:
















Caerphilly:

















 Voltando pra Cardiff:





28 de novembro de 2014

Serving cheese

I mean, what do you do professionally? Disse o brasileiro ao gordo e velho galês bonachão que chegou ouvindo um K7 e tomando um pint de Guiness on blacks.
Isso foi outro dia mas o que vai volta, it's the circle of life. 
Clive road 29 upstairs: despedida do croata. Não tá fácil pra ninguém, o cara ficou um mês procurando emprego na área de ciclismo e nada. Nem um email de resposta. Acabou a grana uma semana antes e viveu de pão com manteiga de amendoim. Sorte que o garçon francês o ajudou. O garçon espanhol e a garçonete ceramista inglesa também apareceram no flat. O vizinho asiático cabeludo não curtiu o barulho. Ele também não tinha saca-rolhas.  Nem o pub tinha (como assim? ). Os gregos e o inglês não sabiam que Ulanbaator é a capital da onde mesmo?
Queen Street,  último gole. de Coca Cola no burger King.

23 de novembro de 2014

Museu da vida galesa

Galesa e não gaulesa,  atenção para os detalhes. 
O caminho pra Saint Fagans começa por acordar cedo engolir dois enroladinhos de pizza do Tesco COM MANTEIGA,  consertar o alinhamento da Hércules e adentrar o bairro moslime do riverside pro oeste. Dividindo a faixa de rodagem com o bws e outros autos,  logo se chega ao pacato parque woudron, junto à estação de trem de mesmo nome.  Cruzando os subúrbios de Cardiff pra chegar nas margens do Ely,  riozinho limpo outrora sujo residência de leprechauns e de outros elementais.
O museu da vida galesa,  mais conhecido como Saint Fagans,  é como um parque temático onde os caras simplesmente reuniram inúmeras construções históricas de todo o país e de várias épocas num sitião à beira de um puta casarão aristocrático.

http://youtu.be/JvVn4k7D5x8

Outono 2014

Domingo 23/11
Hoje estive em Bristol. Sai cedo de Cardiff pra pegar o trem. Nas telas da estação não havia nenhuma indicação de qual trem ou qual plataforma pegar, apenas uma indicação na parede dizendo q normalmente os trens pra lá saem da primeira plataforma. No final das contas era pra pegar o trem pra Londres e trocar em Newport.  Chegando em Newport mais confusão, a indicação do funcionário da estação era pra subir a escada e virar a direita mas isso me levou para fora.  Era isso mesmo. A viagem deveria continuar de ônibus.
Ao cruzar a ponte vejo a placa welcome to England, com o equivalente em galês pois quem vem desta direção vem do país de gales. A primeira parada é em parkway e só depois em Temple meads, que é a estação central de Bristol.  Entre as duas estações jovens que voltavam da noitada pós rugby tagarelavam sem parar.
Cheguei #chateado porque não queria andar de ônibus, né. Mas tudo bem.
Na estação paguei £2,50 num mini mapa da cidade que acabei nem usando porque haviam muitas placas pela cidade indicando a direção das coisas interessantes. Algumas delas tinham até um mapa de arredores que foram muito práticos. Caminhei até a queen square onde uma colombiana solicitou ajuda para uma foto. Depois paguei 70p num café horrível perto do rio Avon e então atravessei uma ponte com duas trombetas do apocalipse até a millenium square.  Ali perto havia uma interessante bomba de encher pneu de bicicleta que fazia parte do mobiliário urbano. Dali já se podia avistar a catedral, entretanto fui até o watershed que é tipo uma galeria com lojas e barracas ao longo de um canal. Dali subi para a catedral onde pude presenciar o ensaio do rapaz que toca o órgão e passear pelo jardim-cemitério. 

 http://youtu.be/j5T8XD2MI8s

Em frente à catedral havia uma árvore com inúmeros pares de sapatos pendurados,  ainda não estavam maduros. Então passei prefeitura que exibia em placas de metal na calçada os brasões das cidades irmãs de Bristol.
Subi pela Park Street até o Brandon hill, onde pode-se subir gratuitamente na torre Cabot que foi erguida em comemoração à algum aniversário da navegação(descoberta) até a América do Norte. O tal do Cabot saiu de Bristol e chegou até Nova Scotia em 1497 se não estou enganado.
A escadaria da torre é bem apertada mas onde passa boi, passa boiada.
Descendo pelo parque de encontro com alguns esquilos cheguei à torre da universidade de Bristol Wills Memorial building não sem antes entrar em várias lojas de materiais artísticos (caríssimos, só pra olhar mesmo).
Fui descendo pela Old City até topar com a Saint Peter Church,  que não está inteira pois foi bombardeada na blitz. Entrei num shopping pra fugir do frio e tentar encontrar algo barato pra comer e acabei comendo um sausage roll e um pastry tradicional da cidade. Tudo por £2,15. Então saí do the galleries e topei com uma feira de natal repleta de guloseimas e presentes na rua broadmead.  Como em Cardiff também tinha um quiosque de bratwurst,  mas tinha também um german bar com cervejas da  Bavaria e chocolate quente.  Mandei ver no chocolate quente e na bratwurst (£7 a brincadeira).
Cansado de subir e descer e sem mais nada de interessante no mapa tomei o rumo da estação caminhando pelo canal floating harbour enquanto o sol se punha às 16h30.  Ao longo do canal observei embarcações ancoradas que pelo jeitão da coisa parecem ser morada de seres humanos, com vasos e placas solares.
E pra voltar foi a mesma odisséia,  com direito a ficar em pé no trem de Newport até Cardiff.  Ê Brasil!