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3 de setembro de 2009

Declaração Pirata
Capitão Bellamy

DANIEL DEFOE, escrevendo sob o pseudônimo de capitão Charles Johnson, escreveu o que se tornou o primeiro texto histórico sobre os piratas, A General History of the Robberies and Murders of the MosNotorious Pirates (Uma História Geral dos Roubos e Assassinatos dos Maist Notórios Piratas). De acordo com Jolly Roger (a bandeira pirata), de Patrick Pringie, o recrutamento de piratas era mais efetivo entre os desempregados, fugitivos e criminosos desterrados. O alto-mar contribuiu para um instantâneo nivelamento das desigualdades de classe. Defoe relata que um pirata chamado capitão Bellamy fez este discurso para o capitão de um navio mercante que ele tomou como refém. O capitão tinha acabado de recusar um convite para se juntar aos piratas: Sinto muito que eles não vão deixar você ter sua chalupa de volta, pois eu desaprovo fazer mesquinharia com qualquer um, quando não é para minha vantagem. Dane-se a chalupa, nós vamos naufragá-la e ela poderia ser de uso para você. Embora você seja um cachorrinho servil, e assim são todos aqueles que se submetem a ser governados por leis que os
homens ricos fazem para sua própria segurança; pois os covardes não têm coragem nem para defender eles mesmos o que conseguiram por vilania; mas danem-se todos vocês: danem-se eles, um monte de patifes astutos e vocês, que os servem, um bando de corações de galinha cabeças ocas. Eles nos difamam, os canalhas, quando há apenas esta diferença: eles roubam os
pobres sob a cobertura da lei, sem dúvida, e nós roubamos os ricos sob a proteção de nossa própria coragem. Não é melhor tornar-se então um de nós, em vez de rastejar atrás desses vilões por emprego? Quando o capitão replicou que a sua consciência não o deixaria romper com as regras de Deus e dos homens, o pirata Bellamy continuou: Você é um patife de consciência diabólica, eu sou um príncipe livre e tenho autoridade suficiente para levantar guerra contra o mundo todo, como quem tem uma centena de navios no mar e um exército de 100 mil homens no campo; e isto a minha consciência me diz: não há conversa com tais cães chorões, que deixam os superiores chutá-los pelo convés a seu bel prazer.


Hakim Bey

11 de agosto de 2009

trecho de um texto escrito por alguém que vive na velhice da humanidade

"(...) me lembro sem precisar fazer tanto esforço assim, de uma coisa a qual chamavam "ponto de ônibus". Ponto é ponto mesmo e ônibus era como se fosse um enorme carro que tivesse muitos lugares para as pessoas sentarem. Pagava-se pra entrar neste carro que passava sempre pelos mesmos lugares (esses lugares eram os pontos).
Era como se você estivesse andando pela rua e de repente, ao dobrar uma esquina, encontrasse, em uma calçada, um aglomerado de pessoas com a mesma expressão no rosto e olhando todos na mesma direção. Assim era o ponto de ônibus.
Incrivelmente, não perdiam a paciência com a fastidiosa espera - ou pelo menos, pareciam manter-se controlados. Ficavam ali, parados, esperando a vida passar junto com o ônibus. "

[UPDATE] vou usar esta tirinha do heneh para ilustrar este trecho