Mostrando postagens com marcador autoconhecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador autoconhecimento. Mostrar todas as postagens

25 de junho de 2010

concentração

Qual é o problema de não conseguir se concentrar em alguma coisa?
porque eu sofro tanto com isso? É um dever do homem contemporâneo de lutar contra a falta de concentração? Estou falando do velho problema de começar várias coisas e não terminar nada. Este post mesmo... posso querer começá-lo, como estou querendo agora.... e posso nem sequer concluí-lo: isso pode acontecer.
Se eu estou escrevendo isso é porque eu não estou escrevendo meu trabalho final de curso. E tem também um pseudo-projeto de mestrado que eu me comprometi a escrever mas que não tenho noção nenhuma do que se trata...
Voltando à idéia inicial: porque é um problema não conseguir se concentrar em uma tarefa? Tá eu sei, mas...
ah não to afim de terminar esse post

3 de setembro de 2009

Declaração Pirata
Capitão Bellamy

DANIEL DEFOE, escrevendo sob o pseudônimo de capitão Charles Johnson, escreveu o que se tornou o primeiro texto histórico sobre os piratas, A General History of the Robberies and Murders of the MosNotorious Pirates (Uma História Geral dos Roubos e Assassinatos dos Maist Notórios Piratas). De acordo com Jolly Roger (a bandeira pirata), de Patrick Pringie, o recrutamento de piratas era mais efetivo entre os desempregados, fugitivos e criminosos desterrados. O alto-mar contribuiu para um instantâneo nivelamento das desigualdades de classe. Defoe relata que um pirata chamado capitão Bellamy fez este discurso para o capitão de um navio mercante que ele tomou como refém. O capitão tinha acabado de recusar um convite para se juntar aos piratas: Sinto muito que eles não vão deixar você ter sua chalupa de volta, pois eu desaprovo fazer mesquinharia com qualquer um, quando não é para minha vantagem. Dane-se a chalupa, nós vamos naufragá-la e ela poderia ser de uso para você. Embora você seja um cachorrinho servil, e assim são todos aqueles que se submetem a ser governados por leis que os
homens ricos fazem para sua própria segurança; pois os covardes não têm coragem nem para defender eles mesmos o que conseguiram por vilania; mas danem-se todos vocês: danem-se eles, um monte de patifes astutos e vocês, que os servem, um bando de corações de galinha cabeças ocas. Eles nos difamam, os canalhas, quando há apenas esta diferença: eles roubam os
pobres sob a cobertura da lei, sem dúvida, e nós roubamos os ricos sob a proteção de nossa própria coragem. Não é melhor tornar-se então um de nós, em vez de rastejar atrás desses vilões por emprego? Quando o capitão replicou que a sua consciência não o deixaria romper com as regras de Deus e dos homens, o pirata Bellamy continuou: Você é um patife de consciência diabólica, eu sou um príncipe livre e tenho autoridade suficiente para levantar guerra contra o mundo todo, como quem tem uma centena de navios no mar e um exército de 100 mil homens no campo; e isto a minha consciência me diz: não há conversa com tais cães chorões, que deixam os superiores chutá-los pelo convés a seu bel prazer.


Hakim Bey

21 de agosto de 2009

Localismo e Psicanálise

γνῶθι σεαυτόν

Existe uma teoria em lingüística funcional (corrente de estudos lingüística iniciada láaáá atrás por Jakobson [1] [2]) que se chama hipótese localista. Trata-se de dizer que as palavras que falamos eram primordialmente, "no início" referentes de um mundo local, físico- isto é: etiquetas, as palavras serviam para rotular um mundo palpável - e a partir daí passaram para abstrações por uma metáfora que dizia respeito ao tempo, e em seguida metáforas cada vez mais abstratas, sendo o terceiro nível abstracional identificável a "noção". Todas essas idéias vêm de Heine et alii (1991). O exemplo que li, referia-se à preposições. Segundo estes estudiosos funcionalistas, a preposição (super prototípica diga-se de passagem) EM pode ter o sentido de "localização no espaço" como na frase: O livro está na mesa; o sentido de "localização no tempo": Em fevereiro estarei lá; e o sentido "localização abstrata, ou noção": Em verdade vos digo. Para estes estudiosos, há uma relação hierárquica de abstração entre esses três sentidos. Melhor dizendo, começando pelo menos abstrato, há graus de abstração cada vez maiores: Localização física no espaço, depois Localização no tempo e por último uma localização abstrata.
Resumindo, citando Heine et alii (1991): "organizamos o espaço através da língua e (...) por um processo metafórico falamos do tempo com as mesmas categorias do espaço" e "podemos visualizar as coisas no espaço à nossa volta, mas o tempo não".
Se as palavras forem espacialmente motivadas, seria nossa personalidade, psique (me desculpem, eu não entendo nada de psicologia e afins) também fisicamente motivadas? Quero dizer: Será que eu sou desse jeito devido a uma característica física minha, por exemplo ser alto ou baixo, magro ou gordo, etc ?

Imagem retirada daqui