1 de fevereiro de 2014

TV italiana

Ou Rai, porque não existem outros canais. Até existem mas a Rai é tão gigante que não fazem nem cócegas. A Rai tem 14 canais. O Rai Uno (canal  1 mesmo) é o mais importante, algo com o poder da Globo mas com a programação da Band + Sbt. De manhã passa um programa que é um misto de "Casos de Família" ou "Márcia" mas ao invés das picuinhas familiares combinadas eles ficam discutindo homicídios, assaltos e a página policial, tipo Datena -  e esse programa se chama "Uno Mattina en Familia" que dispensa traduções. O senso de estética audiovisual dos caras também é zuado: Um advogado comentava um assassinato com fone e ouvido e microfone de lapela num fundo de nuvens brancas num céu azul; "moço do tempo" deslizava falando a previsão do tempo, da esquerda pra direita (como no power point) sobre o mapa da bota; Muitas vezes, quando vão citar  uma notícia, aparece uma tela de computador dando scroll num site de notícias ou além disso selecionando o texto  etc; Enquanto o apresentador comenta diversas desgraças alheias corta pra platéia (que muitas vezes está também no palco) e enquadra a cara de alguém prestando atenção e concordando.
PS.: está chovendo per tutta itália e está frio pra caralho (5ºC) e várias cidades estão alagadas inclusive com quedas de barrancos.

UPDATE: soube que a RAI nao eh do Berlusconi, mas sim eh estatal. Porem, por ser estatal o Silvinho colocou todos seus testas de ferro no alto escalao....

25 de dezembro de 2011

o que é você?

O que você é?
o que você criou nesses vinte e cinco anos de vida?
você aprendeu lingüístíca? você aprendeu latim? você ficou mais amigo dos seus melhores amigos?
o que é você? um velho enrugado.
você não usou filtro solar como o Pedro Bial tinha recomendado...
Você não parou de fumar.... você não ajudou o seu pai a parar de fumar e continuar a fumar na frente dele, com sua pança gigantesca!
Os muleques filhos de um barrigudo continuaram sua sina: filtrar as maluquices do mundo.
Desde que nasceu és um marreco: nunca soube jogar truco nem futebol. Acha-se menos que os outros por causa disso.
Mesmo no dia de natal não conseguiu comparecer.
"ô evandrô, Côrno!"
-"família, você sabe, né"
"meu muleque é filha da puta"
lingüística, letras, arquitetura..............................................................
muitos pontos pra desbaratinar.... Jomam, Gadjarda,Esquerda, Rato, Clodéu,Jão (áh), Giácobo.
Yuri: minha mãe disse que "seu mau é sono"
quem que sabe
é natal

estou bêbado porque ficar sóbrio nunca é uma boa opção... tenho saudade de meus bons amigos e de minha namorada... tenho saudade dos sonhos que eu tinha antigamente... quem sabe um dia eu volte a botar energia neles.



4 de agosto de 2010

Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar

Autor: Guaicaipuro Cautémoc

Eu, índio Guaicaipuro Cautémoc, descendente dos que povoaram a américa há 40 mil anos, vim aqui encontrar os que nos encontraram há apenas 500 anos.
O irmão advogado europeu me explica que aqui toda dívida deve ser paga, ainda que para isso se tenha que vender seres humanos ou países inteiros.
Pois bem! Eu também tenho dívidas a cobrar. Consta no arquivo das índias ocidentais que entre os anos de 1503 e 1660, chegaram à europa 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata vindos da minha terra!... Teria sido um saque? Não acredito. Seria pensar que os irmãos cristãos faltaram a seu sétimo mandamento.
Genocídio?... Não. Eu jamais pensaria que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão.
Espoliação?... Seria o mesmo que dizer que o capitalismo deslanchou graças à inundação da Europa pelos metais preciosos arrancados de minha terra!
Vamos considerar que esse ouro e essa prata foram o primeiro de muitos empréstimos amigáveis que fizemos à Europa. Achar que não foi isso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que me daria o direito de exigir a devolução dos metais e a cobrar indenização por danos e perdas.
Prefiro crer que nós, índios, fizemos um empréstimo a vocês, europeus.
Ao comemorar o quinto centenário desse empréstimo, nos perguntamos se vocês usaram racional e responsavelmente os fundos que lhes adiantamos.
Lamentamos dizer que não.
Vocês delapidaram esse dinheiro em armadas invencíveis, terceiros Reichs e outras formas de extermínio mútuo e acabaram ocupados pelas tropas da OTAN.
Vocês foram incapazes de acabar com o capital e deixar de depender das matérias primas e da energia barata que arrancam do terceiro mundo.
Esse quadro deplorável corrobora a afirmação de Milton Friedmann, segundo o qual uma economia não pode depender de subsídios.
Por isso, meus senhores da Europa, eu, Guaicaipuro Cautémoc, me sinto obrigado a cobrar o empréstimo que tão generosamente lhes concedemos há 500 anos. E os juros, e para seu próprio bem.
Não, não vamos cobrar de vocês as taxas de 20 a 30 por cento de juros que vocês impõem ao terceiro mundo.
Queremos apenas a devolução dos metais preciosos, mais 10 por cento sobre 500 anos.
Lamento dizer, mas a dívida européia para conosco, índios, pesa mais que o planeta Terra!... E vejam que calculamos isso em ouro e prata. Não consideramos o sangue derramado de nossos ancestrais!
Sei que vocês não têm esse dinheiro, porque não souberam gerar riquezas com nosso generoso empréstimo.
Mas há sempre uma saída: entreguem-nos a europa inteira, como primeira prestação de sua dívida histórica.

Sobre o autor:
Guaicaipuro Cautémoc é um líder indígena mexicano que ficou famoso com esse discurso durante uma reunião dos chefes de Estado da União Européia.

Chupado daqui via @lodolla

23 de julho de 2010

É tudo a mesma coisa (?)

Para identificar se um texto está em chinês, japonês ou coreano você pode se orientar pelas seguintes dicas.
a) Linearidade e traços.
A escrita chinesa tem muito mais traços em cada ideograma do que a escrita japonesa, isso se deve ao fato do idioma japonês possuir silabários, que são símbolos que representam sons de sílabas e, em geral, têm menos traços que os outros ideogramas que traduzem palavras.

Chinês:
我喜歡彎曲的,因為他是一個特殊的孩子對我們所有人。它的存在是必要的,所有的好去處。
Japonês:
彼は私たちのすべてに特別な男の子ですので、私は、曲がったが大好きです。その存在はすべての素敵な場所に必要です。

Traduzimos um mesmo texto para as duas línguas, com o auxílio do Google Tradutor. Perceba a presença de mais ideogramas no texto japonês do que no texto em chinês. Enquanto o japonês expressa algumas noções desmembradas em forma de sílabas (de maneira mais extensa), o chinês condensa tudo em ideogramas complexos e cheio de traços. O chinês serve-se de apenas um alfabeto com cerca de 47 mil caracteres (segundo o dicionário 康熙字典). Já o japonês serve-se além dos caracteres chineses, de dois silabários com um símbolo para cada síliaba possível no idioma. O coreano dispõe também de um silabário, porem, diferentemente do japonês, ele é composto por "pedaços" que definem cada sílaba.

coreano
그는 우리 모두에게 특별한 아이이기 때문에 나는 구부러진 사랑 해요. 그것의 존재는 모든 좋은 장소에 필요합니다.

b) Curvas e círculos.
O coreano, dos três, é o único sistema de escrita que conta com círculos propriamente ditos. Isto facilita muito na identificação. O japonês tem curvas bem servidas, porém nada de grandes círculos (na verdade existe sim um pequeno círculo, parecido com o nosso "grau" ° , que é colocado no canto superior direito de 5 sílabas). Chama atenção no japonês, as formas espiraladas dos hiragana. As curvas do chinês e do coreano são bem mais simples e mais comportadas que as japonesas, não ultrapassando um quarto de volta.

Se você não sabia a diferença entre estas 3 escritas agora você sabe. Não tem como errar mais. Deixo o desafio: qual é a língua do site nº1, nº2 e nº3 ?


26 de junho de 2010

grafitto omnibus

se seu filho tivesse tido direito à educação
nem josé serra nem paulo maluf ganhariam eleição
ninguém ia querer se drogar assistindo televisão
nem eu precisaria estar escrevendo essa pixação
mas eu aceito esse risco, pelo bem da nação!



25 de junho de 2010

concentração

Qual é o problema de não conseguir se concentrar em alguma coisa?
porque eu sofro tanto com isso? É um dever do homem contemporâneo de lutar contra a falta de concentração? Estou falando do velho problema de começar várias coisas e não terminar nada. Este post mesmo... posso querer começá-lo, como estou querendo agora.... e posso nem sequer concluí-lo: isso pode acontecer.
Se eu estou escrevendo isso é porque eu não estou escrevendo meu trabalho final de curso. E tem também um pseudo-projeto de mestrado que eu me comprometi a escrever mas que não tenho noção nenhuma do que se trata...
Voltando à idéia inicial: porque é um problema não conseguir se concentrar em uma tarefa? Tá eu sei, mas...
ah não to afim de terminar esse post

6 de abril de 2010

USP, quousque tandem?

USP, até quando para tão poucos?

DANTE PEIXOTO, JOANA SALÉM e PAULO TAUYR


Até quando teremos esse descaso com as políticas de permanência estudantil?
Até quando o diálogo será apenas um discurso?



DESDE QUE foi fundada, a USP sempre fechou suas portas para a ampla maioria da população. Isso devido não apenas ao excludente processo do vestibular e à insuficiência no número de vagas oferecidas mas também ao descaso com a necessidade de permanência do estudante na universidade, fazendo com que muitos estudantes carentes não consigam nela permanecer após serem aprovados no processo seletivo.
As políticas de permanência estudantil são necessárias para tornar efetiva a gratuidade do ensino público, garantida pela Constituição. São elas que asseguram que aqueles que não têm condições de se manter por recursos próprios tenham uma rede de apoio (moradia, alimentação, transporte) propiciada pela universidade.
Portanto, longe de ser privilégio ou benefício concedido "por caridade" pela universidade, a existência de políticas de permanência estudantil é um direito que faz com que o direito à educação se torne efetivo e concreto, e não um privilégio de poucos.
A USP tem um orçamento de aproximadamente R$ 3 bilhões, dos quais destina à permanência estudantil menos de 3%. Em 2010, o valor global destinado às políticas de permanência cresceu de R$ 85 milhões para R$ 87 milhões, entretanto o montante distribuído de acordo com critérios socioeconômicos diminuiu de R$ 38 milhões para R$ 31 milhões, o que representa cerca de 1% do orçamento da USP. A permanência estudantil, portanto, não é uma prioridade para a administração da universidade. Além disso, há distorção nos critérios.
Nos últimos anos, a Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), ligada à reitoria, passou a utilizar critérios acadêmicos para a seleção dos alunos para as bolsas. É um contrassenso: o aluno de baixa renda que ainda não acessou o direito à assistência pode, compreensivelmente, apresentar menor desempenho acadêmico por conta de condições adversas que justamente o fazem buscar o direito.
A Reitoria da USP, desde 2006, vem propagandeando sua política de inclusão social, chamada Inclusp. Contudo, é uma política tímida, que visa aumentar de 26% para 30% o número de alunos provenientes de escolas públicas ingressos na USP.
Só em São Paulo, os estudantes da escola pública representam 82% do alunado, contra 18% da escola privada. Há uma inversão no acesso à universidade sustentada pela exclusão social estruturante do projeto histórico da USP, que, apesar de pública, é controlada pelos mesmos grupos de poder há décadas. Do contrário, de onde vem a extrema dificuldade da USP para se democratizar? E, sobretudo, até quando será assim?
Essas críticas e propostas têm sido apresentadas pelos estudantes ano a ano e solenemente ignoradas pelos reitores. Dito isso, chegamos, então, à atual situação levantada pelo reitor João Grandino Rodas ("USP, "quousque tandem'?", "Tendências/Debates", 28/3): os estudantes do Conjunto Residencial da USP que ocupam a sede da Coseas.
Tal situação se deu porque os estudantes não viram outra alternativa. Além da patente insuficiência e distorção das atuais políticas, a Coseas tem se mostrado ausente no diálogo, e existem relatos de invasões de privacidade por parte do órgão, com controle de reuniões e assembleias. Além disso, os estudantes, maiores interessados, devem ter acesso aos critérios de seleção das bolsas e participar, com professores, administradores e assistentes sociais, da formulação desses critérios.
Por fim, não podemos deixar de pontuar nossa discordância com as insinuações do reitor, que desprestigia e chama de minoritários os movimentos que a comunidade universitária desenvolveu ao longo das últimas décadas.
São esses movimentos os principais responsáveis pela manutenção da qualidade que a USP ainda tem hoje, pois eles lutaram por ampliação dos recursos, autonomia financeira, contratação de professores, ampliação das vagas e ampliação das políticas de permanência e resistem aos que querem colocar a USP a serviço dos interesses eleitorais do governo estadual.
Assim, restam as perguntas que não calam: até quando teremos esse descaso com as políticas de permanência estudantil? Até quando o diálogo será apenas um discurso? Até quando, USP, será de tão poucos e para tão poucos?

DANTE PEIXOTO, 23, estudante de engenharia ambiental da USP, JOANA SALÉM, 23, estudante de história da USP, e PAULO TAUYR, 28, estudante de pós-graduação em arquitetura da USP, são membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP.

18 de março de 2010

Monografia: escrevendo solo

"Credo que absurdum!"
Acredito porque é absurdo
Tortuliano

DEDICADÓRIA: esta monografia é dedicada a todo o estado de São Paulo que por meio do qual tem que pagar o que apronta: José Serra - é pra você.

NORMAS: esta monografia está escrita em português brasileiro, da esquerda pra direita de cima pra baixo, nas normas ABN-Torto. Seguimos a Ortografia anterior à essa daí, por acreditar mais na expressividade da mesma. As regras de coesão textual seguidas foram aprendidas no livro Coesão Textual INGEDORE GRUNFELD VILLACA KOCH

A DITA
Então, vou apresentar-lis minha monografia para esta banca, que bota uma banca, de pessoas assim, que eu tipo assim, considero muito, e foram meus professores e amigos que alguns incrusivio eu tenho addicionado no orkut e facebook e sigo até no twitter se for caso pra tiver que puxar o saco pra conseguir alguma bolsa ou algum fomento. Pra não tiver que passar fome fasso até de tudo neste momento, mestrado também.
Minha monografia, do latim¹ "escrevendo solo", se trata de falar uma monte de asneira de qualidades diversas incrusivio falar sobre teatro até: coisa que não entendo nada. Teatro em si todo mundo sabe o que é, mas gramaticalização é que é o foda. Eu ia por uma nota de rodapé mas vai aqui mesmo: Gramaticalização é quando uma palavrinha vai de lá pra cá (dos rótulos pras engrenagens). Também é conhecida como câncer lingüísco e é por causa dela que se agente ressucitasse um romano ele não ia entender nada. Zuera. Então, rola pra cacete esse felômeno lngüissico, várias vezes até, e é por isso que tem jente estudando isso, eu sou um deles, você não. Por isso ainda que eu ecrevo a monografia - que como todo texto, como disse um amigo, dos Acadêmicos da Semiótica - é uma telepatia. Outro brother meu, perguntou se eu tenho alguma coisa pra beber. Mas o que isso afinal tem a ver com monografia. Na verdade você tem que escolher entre ter amigos e ter uma carreira de sucesso na academia. Não sei bem como é, mas tem gente que sabe fazer os dois juntos: eu não sei. "Sei" em latim é cognoui parente do grego gnothi, pela união dos seus poderes e devida à intensa globalização da época antiga, foi atravessar o canal da mancha a nado e virou know em inglês. Isso todo mundo cognouerunt. Difícil mesmo é conjugar. E declinar então? Dá uma declinadinha! Agora para efeito de encher enxer lingüística vamos enfiar aqui uma tabela com todas as palavras em latim que eu lembrar de cabeça valendo agora!
aula - panela
auri - de ouro
plena - cheia
seruus - escravo
serua - escrava
tibicina - flautista
coquus - cozinheiro
fur -ladrão
magister - professor (lit. o maior)
templi - do templo
cachacis - mussum




NOTAS DE RODAPÉ
¹Chamamos de latim uma lingua - ou várias: a controvérsias - que se era falada nas antigüidade dentre em breve não falou-se mais. Ao contrário: calou-se. Foi falada por muitas eras, mas principalmente na era de peixes. O que acontece é que era uma lingua que as pessoas de hoje em dia adoram ela e a estimam muito, ao ponto de estudala a exaustão, mesmo sabendo que desse mato não sai cachorro. "Canem non habes cum cato capis" Quem não tem cão caça com gato, já dizia César. E até Brutus. Voltando ao latim rola a seguinte parada: parou, mas continua. Tá sendo o que é e sempre foi e sempre será, só não percebe quem não quer. Nada a ver com cachorro, Rex é rei (no nominativo²)
² Nominativo é uma puta parada chata que se consiste de pegar o sujeito e botar no nominativo. Chamamos nominativo tudo que será sujeito uns 1500 anos depois.

BIBLIOGRAFIA
A bíblia sagrada - Edição da Família
Reading Latin - Edição Xerocada





6 de dezembro de 2009

Voz ativa e passiva: uma separação entre homem e mundo.


Lendo a transcendental tese de livre docência do matemático-filósofo-filólogo-letrista-clássico Mário Bruno Sproviero, que traduz e comenta os poemas de Laozi (o "fundador" do Taoísmo) passando por Hegel, Heidegger, Aristóteles etc, encontrei este trecho que desejo compartilhar com todos. O excerto busca as raízes das vozes verbais na história da relação homem x mundo, ou seja, mais um pouco do relativismo lingüístico do último post:
"Schöfer, num interessante livro sobre o pensamento mítico35, apresenta a análise da voz média nos verbos indo-europeus como uma chave interpretativa do pensamento mítico. Em nosso estágio, só temos a voz ativa e passiva sintéticas. Num estágio anterior tínhamos a voz ativa, a média e a passiva. Num estágio ainda anterior só tínhamos a voz ativa e a média. até aqui o material lingüístico permite constatar. Então Schöfer estabelece a hipótese que a forma inicial de expressão seria a voz média. Esta corresponderia ao estágio em que o homem não se distingue do mundo; a ausência da voz média, em nossa época, corresponde ao estágio em que a separação é total. Não temos então, segundo Schöfer, mais a possibilidade de exprimir a relação homem mundo. E o desaparecimento da voz média dá-se entre 500 e 400 a.C., justamente na época axial."

O conceito de "época axial" é de Jaspers34 e abarca o período entre 800 e 200 a.C., quando surge a escrita, a história, o pensamento abstrato adquire expressão e realização técnica. Quando as sociedades se urbanizam e se tornam mais complexas.

Laozi (pt) (en)

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35 WOLFGANG Von SCHÖFER - Was geht uns Nach an?. München/Basel, Ernst Reinhardt Verlag, 1968.
34 C. JASPERS - Vom Ursprung und Ziel der Geschichte. München, RPiper & Co Verlag.

SPROVIERO, M. B. . Laozi e a Reversão do Reino do Homem, 1996 (Tese de Livre-Docência) página 115.

Mais links ainda:
Sobre voz média (es) (fr)
YinYang (en)

17 de outubro de 2009

Pink Floyd, Sapir-Whorf e o Arco-Íris




Existe na lingüística uma famosa frase-feita chamada de hipótese Sapir-Whorf ou "relativismo lingüístico" que diz, basicamente, que o que você entende/enxerga/percebe/pensa do mundo depende de como a sua língua categoriza/divide/entende o mundo. Encontrei um exemplo legal que - pra variar - fala sobre cores:


"Em 1973, o grupo de rock britânico Pink Floyd gravou um dos discos mais célebres da sua longa carreira, intitulado The dark side of the moon. A capa [imagem abaixo] mostrava, contra um fundo negro, um raio de luz branca que vinha do lado esquerdo, atravessava, no centro do quadro, num prisma e saía decomposto, à direita, nas cores do arco-íris. Entre nós, brasileiros, só quem deteve um pouco o olhar se deu conta de que o espectro à direita do prisma compreendia seis cores, em vez das sete que esperaríamos. A razão muito simples para isso é que, em inglês, o arco-íris de fato só conta com seis cores: na região superior do espectro, onde temos em português o roxo e o anilado, a língua inglesa junta tudo em um só purple. Na língua bassa, falada na Libéria, o mesmo conjunto do arco-íris se divide em não mais que duas faixas, uma compreendendo o que conhecemos como cores 'frias' e outra, as cores 'quentes'. Ninguém imaginaria tratar-se de diferenças nos fenômenos naturais observados, nem tampouco na acuidade visual de uns e outros povos. A estruturação do mundo em classes, ou seja, a maneira de ver é que varia, de uma cultura para outra, sem que se possa apontar quem é que está com a razão nesta história."[1]

Pink Floyd - Dark Side of the Moon
Uma loucura, não?


[1] Antonio Pietroforte - Semântica Lexical in FIORIN, J.L. (org.) Introdução à lingüística II: princípios e análise. São Paulo: Contexto, 2003.

Imagens daqui, daqui, daqui e daqui.

Um desenho

























muito bela
Achei esta imagem aqui: http://transfuse.deviantart.com/

15 de setembro de 2009

Ênfase

3 de setembro de 2009

Declaração Pirata
Capitão Bellamy

DANIEL DEFOE, escrevendo sob o pseudônimo de capitão Charles Johnson, escreveu o que se tornou o primeiro texto histórico sobre os piratas, A General History of the Robberies and Murders of the MosNotorious Pirates (Uma História Geral dos Roubos e Assassinatos dos Maist Notórios Piratas). De acordo com Jolly Roger (a bandeira pirata), de Patrick Pringie, o recrutamento de piratas era mais efetivo entre os desempregados, fugitivos e criminosos desterrados. O alto-mar contribuiu para um instantâneo nivelamento das desigualdades de classe. Defoe relata que um pirata chamado capitão Bellamy fez este discurso para o capitão de um navio mercante que ele tomou como refém. O capitão tinha acabado de recusar um convite para se juntar aos piratas: Sinto muito que eles não vão deixar você ter sua chalupa de volta, pois eu desaprovo fazer mesquinharia com qualquer um, quando não é para minha vantagem. Dane-se a chalupa, nós vamos naufragá-la e ela poderia ser de uso para você. Embora você seja um cachorrinho servil, e assim são todos aqueles que se submetem a ser governados por leis que os
homens ricos fazem para sua própria segurança; pois os covardes não têm coragem nem para defender eles mesmos o que conseguiram por vilania; mas danem-se todos vocês: danem-se eles, um monte de patifes astutos e vocês, que os servem, um bando de corações de galinha cabeças ocas. Eles nos difamam, os canalhas, quando há apenas esta diferença: eles roubam os
pobres sob a cobertura da lei, sem dúvida, e nós roubamos os ricos sob a proteção de nossa própria coragem. Não é melhor tornar-se então um de nós, em vez de rastejar atrás desses vilões por emprego? Quando o capitão replicou que a sua consciência não o deixaria romper com as regras de Deus e dos homens, o pirata Bellamy continuou: Você é um patife de consciência diabólica, eu sou um príncipe livre e tenho autoridade suficiente para levantar guerra contra o mundo todo, como quem tem uma centena de navios no mar e um exército de 100 mil homens no campo; e isto a minha consciência me diz: não há conversa com tais cães chorões, que deixam os superiores chutá-los pelo convés a seu bel prazer.


Hakim Bey

30 de agosto de 2009

O Santo Rebelde

Cabei de ver no Canal Brasil o altamente recomendado documentário Dom Hélder Câmara - O Santo Rebelde Direção de Erika Bauer. O filme conta a biografia deste eclesiasta que em sua época era, juntamente com o Pelé, um dos brasileiros mais conhecidos do mundo. Ele foi indicado a 4 Nobel da Paz em 70, 71, 72 e 73. Os três primeiros ele perdeu mesmo, mas o de 73 já tava no papo e ganha um doce quem descobrir porque ele não levou. Abaixo, deixo uma boa "meditação" de autoria do supracitado...

Loucura Sagrada - Dom Helder Câmara
"Sonhei que o Papa enlouquecia
E ele mesmo ateava fogo ao Vaticano
E à Basílica de São Pedro.
Loucura sagrada!
Porque Deus atiçava o fogo que os
Bombeiros, em vão, tentavam extinguir.
O Papa, louco, saia pelas ruas de Roma
Dizendo adeus aos embaixadores
Credenciados junto a ele
Jogando a Tiara ao tibre.
Espalhando pelos pobres, todos,
O dinheiro do banco do Vaticano.
Que vergonha para os cristãos!
Para que um Papa viva o Evangelho
Temos que imaginá-lo em plena loucura"

21 de agosto de 2009

Localismo e Psicanálise

γνῶθι σεαυτόν

Existe uma teoria em lingüística funcional (corrente de estudos lingüística iniciada láaáá atrás por Jakobson [1] [2]) que se chama hipótese localista. Trata-se de dizer que as palavras que falamos eram primordialmente, "no início" referentes de um mundo local, físico- isto é: etiquetas, as palavras serviam para rotular um mundo palpável - e a partir daí passaram para abstrações por uma metáfora que dizia respeito ao tempo, e em seguida metáforas cada vez mais abstratas, sendo o terceiro nível abstracional identificável a "noção". Todas essas idéias vêm de Heine et alii (1991). O exemplo que li, referia-se à preposições. Segundo estes estudiosos funcionalistas, a preposição (super prototípica diga-se de passagem) EM pode ter o sentido de "localização no espaço" como na frase: O livro está na mesa; o sentido de "localização no tempo": Em fevereiro estarei lá; e o sentido "localização abstrata, ou noção": Em verdade vos digo. Para estes estudiosos, há uma relação hierárquica de abstração entre esses três sentidos. Melhor dizendo, começando pelo menos abstrato, há graus de abstração cada vez maiores: Localização física no espaço, depois Localização no tempo e por último uma localização abstrata.
Resumindo, citando Heine et alii (1991): "organizamos o espaço através da língua e (...) por um processo metafórico falamos do tempo com as mesmas categorias do espaço" e "podemos visualizar as coisas no espaço à nossa volta, mas o tempo não".
Se as palavras forem espacialmente motivadas, seria nossa personalidade, psique (me desculpem, eu não entendo nada de psicologia e afins) também fisicamente motivadas? Quero dizer: Será que eu sou desse jeito devido a uma característica física minha, por exemplo ser alto ou baixo, magro ou gordo, etc ?

Imagem retirada daqui

12 de agosto de 2009

Bandeijinho


Dê bandeijinho para seus filhos

11 de agosto de 2009

trecho de um texto escrito por alguém que vive na velhice da humanidade

"(...) me lembro sem precisar fazer tanto esforço assim, de uma coisa a qual chamavam "ponto de ônibus". Ponto é ponto mesmo e ônibus era como se fosse um enorme carro que tivesse muitos lugares para as pessoas sentarem. Pagava-se pra entrar neste carro que passava sempre pelos mesmos lugares (esses lugares eram os pontos).
Era como se você estivesse andando pela rua e de repente, ao dobrar uma esquina, encontrasse, em uma calçada, um aglomerado de pessoas com a mesma expressão no rosto e olhando todos na mesma direção. Assim era o ponto de ônibus.
Incrivelmente, não perdiam a paciência com a fastidiosa espera - ou pelo menos, pareciam manter-se controlados. Ficavam ali, parados, esperando a vida passar junto com o ônibus. "

[UPDATE] vou usar esta tirinha do heneh para ilustrar este trecho

O cachorro Osvaldo

Hoje andava pelas ruas do Cambuí, em Campinas quando um cachorro veio latir em cima de mim. Ele me acompanhou por dois quarteirões latindo insistentemente. Um rapaz interviu: "ele não morde não". Continuei andando, não estava com medo, afinal não se pode ter medo de cães. Mesmo assim fiquei impressionado com essa atitude tão hostil de "Osvaldo". É. O cachorro se chamava Osvaldo! Belo nome. Pareceu-me - assim que soube seu nome através de uma criancinha que acompanhava saltitante o cachorro - pareceu-me então, fazer todo sentido ele ter esse nome. É o nome do meu pai!

10 de julho de 2009

Um começo de filme

Então pensamos aqui na rep um começo de filme de ação. Ou não necessariamente de ação.
O cara acorda vai no banheiro, ao lado da pia tem um 38 do qual ele gira o barril que tem apenas uma bala. Como faz todos dia, ele aponta o revólver para a cabeça e puxa o gatilho, cléck. Sim, apenas cléck.
ao que o personagem olha pro espelho e diz:
O dia hoje vai ser bom

27 de junho de 2009

Iminentia finis conuiuium cotidianum cum socii

Bateu hein...
Não vou nem falar nada, deixo o Tim falar por mim. A playlist é do Tomaz.


gostava tanto de você

tim maia

Composição: Édson Trindade

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...


não quero dinheiro

tim maia

Composição: Tim Maia

Vou pedir prá você voltar
Vou pedir prá você ficar
Eu te amo!
Eu te quero bem...

Vou pedir prá você gostar
Vou pedir prá você me amar
Eu te amo!
Eu te adoro, meu amor!...

A semana inteira
Fiquei esperando
Prá te ver sorrindo
Prá te ver cantando
Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar!...
Te espero para ver
Se você vem
Não te troco nesta vida
Por ninguém
Porque eu te amo!
Eu te quero bem...
Acontece que na vida
A gente tem
Que ser feliz
Por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor!...